quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ESPAÇO EM BRANCO:TODOS OS MEUS BLOGS HOJE :7 DE SETEMBRO DEPOIS DE ALGUNS DIAS DE AUSÊNCIA SIMBOLICAMENTE TEM E TERÃO UM ESPAÇO EM BRANCO COMO MARCO DA SEQUÊNCIA DE UMA FASE NOVA QUE INÍCIO EXATAMENTE APÓS ESSE ESPAÇO MARCADO PELO ESPAÇO EM BRANCO


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Catiaho Reflexo d'Alma 07 de setembro de 2011 quarta feira

quinta-feira, 3 de março de 2011

Recebendo na Sala de Visita :Pedro Bravo! E para quem chega explico: que esse é um esoaço antigo onde recebo seres lindos que tenho como 'personalinadade's' e outros que sei que são promessas para nossa "Literatura" de uma forma geral

Como se estivesse em minha sala,  entre as telas que amo, meu livros preferidos dos quais não me separo, junto de queridos preciosos e como se estivesse diante do mar de Pasargada (que ouso chamar de meu) e que faz fundo a esse blog, digo com muita satisfação :
 Com Vocês Pedro Bravo, o centésimo seguidor do Espelhando e Espalhando Amigos e seu livro 


Agora a entrevista que  gentilmente nos concede. 


Dê-nos por favor :  seu nome  real e seu nome de poeta ou pseudônimo e sua idade e o que estuda (caso estude) e em que trabalha para se sustentar?
 R: Vamos lá... Meu nome é Pedro Bravo de Souza; não tenho “nome de poeta” justamente por não ser um, eu escrevo e estudo, somente. Alguns poderão achar falsa modéstia isso, mas não é, o que fiz e sou é muito pouco para eu ser chamado de poeta ou escritor, eu preciso ler, conhecer, sentir e ser muito mais.
Continuando a pergunta, tenho dezessete anos e começo em 2011 estudar Filosofia na UNESP em Marília-SP. Não trabalho, sou sustentado pelos meus pais.

Diga-nos onde nasceu e que relação tem com sua terra?
R: Nasci em Ribeirão Preto – SP. Mas somente nasci lá. Morei sempre em Jaboticabal, pequena cidade do interior do estado de São Paulo onde nunca você é desconhecido (haha). Jaboticabal é também conhecida como “A cidade das Rosas”, “Atenas Paulista” ou ainda “Cidade da Música”. É uma cidade bem tranquila, gosto bastante dela por isso. Não há trânsito; há bastante praças, árvores... Um ambiente que me agrada muito e que com certeza me interferiu de algum modo.

Que autores gosta preferencialmente de ler?
 Cite, por favor, o que chama atenção em cada um dos que citar?
R: Bom, eu posso esquecer alguns nomes, mas aqui vamos nós:
Fernando Pessoa e todas suas pessoas, Franz Kafka, Cecília Meireles, Dostoiévski, George Orwell, Sartre seja na filosofia ou na literatura, Gabriel Garcia Márquez, Luiz Bras (Nelson de Oliveira), Arthur Conan Doyle, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Ferreira Gullar e o Fabrício Carpinejar.
O que me chama atenção em cada um deles? A maneira como todos conseguem destrinchar o ser humano em todos os ângulos possíveis e o modo com que fazem isso.

É ativo na blogsfera ou apenas tem um blog para  guardar seus textos  e pra divulgação dos mesmos?
R: Até o fim de 2010 só tinha meus blogs para divulgar meus textos mesmo. Mas depois fiz várias amizades com outros blogueiros, entrei na equipe do “Papéis de Circunstâncias”, e comecei divulgar outros artistas e blogs nas redes sociais e em meus blogs também. Isso ajuda muito a todos, também linkar sites de amigos, comentar sinceramente, divulgar...

Gosta de musica? 
Cite  algo de sua preferência autor e letra?
R: Demais. A música é minha Pasárgada. Já fiz aulas de guitarra e gaita, e sempre quando posso eu procuro tocar. As bandas e cantores que mais gosto são: Los Hermanos, Creed, Cazuza, Iron Maiden, Pink Floyd, Raul Seixas, Beatles, Caetano Veloso, Metallica. Gosto muito do Villa-Lobos também, principalmente quando estou escrevendo, ajuda a ficar mais livre.

Porque escreve Pedro? 
O que o levou ate a escrita de fato?
R: Vish, essa vai ser longa (hehe)
Penso que não foi só um motivo separado. Eu lembro que com uns sete anos eu tinha uma espécie de diário, e eu gostava muito de confessar minhas impressões naquilo. Mas também há a música que sempre me acompanhou, os esportes que fazia, a minha mãe lendo os salmos aos domingos. E o meu próprio jeito de ser, eu era um pouco tímido, sempre ficava pensando como as pessoas iriam receber o que eu fosse dizer em vez de dizer logo. Eu guardava muita conversa em mim, pensava muito sozinho.
Porém algo que eu posso afirmar que me ajudou bastante para escrever foi o fato de meu professor de guitarra, Evandro Barros, me mostrar o Livro do Desassossego do Fernando Pessoa quanto eu tinha uns 13 anos. Eu fiquei admirado com aquilo e ele começou a me indicar mais e mais livros. Fui pegando o gosto e comecei escrever alguns poemas.
 Com 14 eu conheci o Edson, meu professor de filosofia no colégio, ele mudou completamente a maneira como eu via as coisas e me ensinou muito, mas muito mesmo.
No mesmo ano uma professora substituta de português, que viria a ser como uma mãe para mim nos próximos anos, Prof. Patrícia, me pediu para ler um poema meu na classe. Eu fiquei abismado, nunca tinha lido para alguém algo meu e sempre considerei o que produzia como algo sem valor e inútil. Ela me mostrou que não.
No segundo semestre de 2009 tive aulas com ela novamente, com certeza nesse período eu senti que poderia escrever não só por necessidade ou confissão, mas por prazer, por conhecer, para ver fora de mim o que me habitava.
Depois disso as coisas se sucederam, continuei pedindo conselhos de livros e dei início ao meu primeiro, “A Vizinhança”, eu o ia escrevendo e mostrando a Patrícia, confesso que se não fosse o que ela me falava eu teria abandonado o livro e provavelmente não estaria escrevendo com uma dedicação maior.
Tive a sorte de ter maravilhosos “P”rofessores em minha vida, que não se limitaram a sua função de ensinar somente dentro da classe, com um fim, um objetivo, mas extravasaram e deram motivos para surgir um novo começo em mim.

  Fale de sua obra, por favor e destaque seu livro?
R: Isso é difícil... Eu ainda não tenho forma, antes e depois de qualquer texto eu estou diferente. Minha cabeça também tem mudado muito desde que acabei o “A Vizinhança”, ainda mais depois que conheci a Gabriela, "meu Amor". Não somente em relação ao Amor eu mudei, mas em relação ao poder miserável que tem o pensar em relação ao sentir, eu achava que o pensamento era “a cura”. Minha noção de realidade mudou bastante também. Mudanças bem radicais ocorreram em ideias que eu tinha como seguras e ainda continuam acontecendo.
Por esse jeito de ser que não consigo hoje falar das minhas produções, eu estou experimentando, absorvendo, agora não é hora de eu me classificar. Tenho medo de ficar estático.
Mas tem algumas coisas que eu percebi de comum em alguns poemas do “Fotos de Palavras” e no “A Vizinhança”. Temas como o movimento de conhecer, a loucura, a busca da verdadeira luz, o esforço para deixar o pensar como o sentir, a condição de existir, a natureza como remédio dos olhos... Entre outros.

Diga como foi escrevê-lo, que alegrias já lhe trouxe  e deixe aqui também o endereço
R: Ah, foi um desafio, certamente. Por ser o primeiro livro eu estava com muito receio de escrever, mas a Prof. Patrícia disse uma vez: “Apenas escreva a sua verdade”. Isso me incentivou e me encorajou muito, mas muito mesmo.  
Tinha dias que eu ficava da meia-noite até umas três da manhã para escrever um parágrafo e apagá-lo no outro dia. Outras vezes acordava à tarde e escrevia dois, três capítulos tranquilamente.
Quando o terminei, em julho do ano passado, eu me senti ótimo. Muito feliz mesmo. Na hora que eu o reli e vi que tinha conseguido falar o que queria no livro e principalmente no final, nossa! Eu fiquei muito alegre. Penso que essa é a verdadeira recompensa de qualquer pessoa que escreva, ver a obra pronta e perceber que depois de tanta reflexão, confusão, cortes e ajustes, o que você queria passar está ali, prontinho, bem na sua frente.
Depois de pensar um pouco eu resolvi publicá-lo pela editora Clube de Autores, ela publica livros “sob demanda”. O link é esse: http://clubedeautores.com.br/book/34823--A_Vizinhanca

Agora é o que chamo de ping pong, perguntas que pedem respostas objetivas:

Uma frase?Vai, vai, vai, disse o pássaro: o espírito humano não suporta tanta realidade” T.S.Eliot
Uma cor? Uma? Tem que ser as duas: Vermelho e preto. Mas só vermelho está bom (hahaha)
Um perfume? 212
Uma canção? O velho e o moço – Los Hermanos
Uma fruta? Pêra
O nome de um poema?Contemplo o lago mudo”-Fernando Pessoa
Um filme? Gatacca
Um nome? Sofia
Amar pra você é? Sentir a realidade na sua mais aguda manifestação.
Um lugar? Um jardim com uma rede.
Uma lembrança?  Viagem à Bariloche


Uma pergunta pra mim? Quantos livros você já escreveu?
Respondendo:

:Pedro ja escrevi e lancei dois livros que fazem são parte do Oficina da Palavra que é um Programa de Oficinas Literárias que tem por objetivos proporcionar momentos como esse que  vivemos aqui diante de sua encantadora entrevista.

Saiba que é o autor escolhido pela sorte para ser o primeiro autor dessa  Fase do Oficina encantada  deixo a o Convite a quem passar no blog de lhe fazer perguntas  como depoimentos, onde você responderá e depois de moderado( não é censura, é preservação), libero e publico  aqui, no Espelhando e como entrevistado  poderá  publicar onde desejar.
 Combinado?
Agora, devolvo-lhe a palavra(rsrs)
 mas só se for entre sonhos e delírios e

Deixe  uma mensagem sua pra nós aqui se quiser.
Queria agradecer pela oportunidade de fazer a entrevista e divulgar meus textos. Gostaria que vocês acessassem os meus blogs http://www.fotosdepalavras.info/  http://pedrobravodesouza.blogspot.com/
e o do Papéis Online http://papeisonline.blogspot.com/ .
Muito obrigado,
Pedro Bravo.