Segunda-feira, Julho 06, 2009

Apresentando um amigo do Escritor Tonni Lima e sua poesia


Uriel Sexo: Masculino Atividade: Artes Profissão: Realizador Audiovisual
Local:
Bs.As : Argentina Quem sou eu Representante Argentino de AB Art
Interesses Diversidad de expresiones artisticas


106``21/May/007 17:31
Cada día te olvido más…
A menudo lo hago,
Después de recordarte
Después de haber saboreado el encanto
De tu dulce recuerdo.
Tu perfume trae hasta mí
Tu recuerdo desde el olvido
Olvido profundo, tan profundo
Que me hace olvidar el dolor,
Que me hace olvidar tus mentiras,
que causaron en mi hondas heridas
Tan profundo es mi olvido
Que me olvido de olvidarte
Y comienzo a recordarte
Cada vez que te olvido…
Lo hago a menudo
Después de recordarte…
Pues hoy otra vez me olvide de olvidarte
Yolvidándote no hago otra cosa
Que recordarte…
Uriel Rosso (Argentina)
http://elarcangelneoart.blogspot.com/

Quinta-feira, Maio 21, 2009

Falando da Semana de Arte Moderna de 22













Um dos cartazes da «Semana», satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura

Sacudindo as estruturasda arte tupiniquim
A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
Independência e sorte
Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.
Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
Um grupo importantede renovadores
De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.
Primeira foto:Da esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios SeelingerSegunda foto:Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.Por ocasião da «Semana», Tarsila se achava em París e, por esse motivo, não participou do evento.

Uma cidade na medidacerta para o evento
São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização.
Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.
Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnado pelas idéias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda, defenderia, com unhas e dentes, o academicismo.
Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente não lhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse da capital paulista.
Os primórdios da artemoderna no Brasil
Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall. Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor.
A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro.
Todavia, as obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.
A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor dela jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira.
Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento).
Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem.
Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

UM POUCO DE VAN GOGH






Vincent Van Gogh nasceu em 30 de março de 1853 e faleceu em 27 de julho de 1890. Neste meio tempo uma vida marcada por frustrações, fracassos, tentativas e angústias.
Vincent encontra no seu irmão Theodore (Théo) um amigo e confidente, ao qual escreve inúmeras cartas durante sua vida. Encontra no irmão o apoio necessário para continuar a batalhar e a dedicar-se à pintura.
Van Gogh tentou trabalhar no comercio de quadros, tentou ser professor, pastor, missionário, tentou estudar na universidade de Amsterdã, mas fracassou em cada uma dessas tentativas. Por volta de 1880 finalmente parece encontrar seu caminho definitivo: a pintura.

Trechos das cartas a Théo
Janeiro de 1882

“Mas você pode estar certo, Théo, que quando fui pela primeira vez à casa de Mauve com meu desenho feito a pena e que Mauve me disse: - Você deveria tentar trabalhar com carvão, com pastel, com pincel e com esfuminho – Eu tive tremendas dificuldades para trabalhar com este material novo. Fui paciente e isto não parecia me ajudar em nada, então às vezes perdia a paciência a ponto de pisotear meu carvão e perder toda a coragem.”

Abril de 1882

“É uma coisa admirável olhar um objeto e acha-lo belo, pensar nele, retê-lo, e dizer em seguida: Vou desenha-lo, e trabalhar então até que ele esteja reproduzido.
Naturalmente, contudo, esta não é uma razão para que eu me sinta satisfeito com minha obra a ponto de acreditar que não precisaria melhora-la. Mas o caminho para fazer melhor mais tarde é fazer hoje tão bem quanto possível, e então naturalmente haverá progresso amanhã.”

Novembro de 1885 – Fevereiro de 1886

“Com tudo prefiro pintar os olhos dos homens, mas que as catedrais, pois nos olhos há algo que nas catedrais não há, mesmo que elas sejam majestosas e se imponham, a alma de um homem, mesmo que seja um pobre mendigo ou uma prostituta, é mais interessante a meus olhos.”

(...)

“Já desenhei duas tardes lá, e devo dizer que acredito que, justamente para fazer figuras de camponeses, é muito bom desenhar à antiga, sob a condição, com tudo, de que não se faça como de hábito. Os desenhos que vejo, na verdade acho-os todos fatalmente ruins e radicalmente fracassados. E sei muito bem que os meus são totalmente diferentes: O tempo dirá quem está certo.”
Verão de 1887


“E me ocorre sentir-me já velho e fracassado e com tudo ainda suficientemente apaixonado para não ser um entusiasta da pintura. Para ter sucesso é preciso ambição, e a ambição me parece absurda. Não sei o que será, gostaria especialmente de viver menos as suas custas – e doravante isto não é impossível -, pois espero fazer progressos de forma que você possa, sem hesitações, mostrar o que faço sem se comprometer.”

Outubro de 1888


“Sinto em mim a necessidade de produzir até estar moralmente esmagado e fisicamente esvaziado, justamente porque não tenho nenhum outro meio de chegar a participar das despesas.”

Julho de 1890


“Pois bem em meu próprio trabalho arrisco a vida e nele minha razão arruinou-se em parte.”




























Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

O grito que se perde no vazio.

O grito se perde no vazio.
Depois do grito de socorro
só resta o eco vazio
A espera...
Nada há de consolo ou conforto;
as lagrimas secam sozinha
não há quem ofereça um lenço.
Não há mão estendida,
nem promessas cumpridas
ou pactos renovados,
nem flores de encanto...
apenas o vazio acompanhado
do seco e frio silêncio
que trás a perda do sentido.
A pedra não atinge o telhado,
o calor não aquece a alma ou o coração.
Parece com o mar que leva o barco pra longe
enquanto alguém espera na praia,
avisa que talvez o barco não retornará...
e quem deveria esperar também não
se da ao prazer do aguardo e desiste rápido.
O grito se perde no vazio
e assim não se sabe mais se é melhor ser dois que um.
Reflexo d’Alma 27/12/08 02.23

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Mais um pouco de nossa esperança:DRG



Ele chama de Biografia, nós chamamos de provável currículo literário de DRG





Biografia-até-agora

Pelos quintanares das minhas vindas e idas, acho que a coisa mais importante que me aconteceu foi ter nascido com vida: quatro de novembro de 1989. Goianesiense e Goiano, fui para Brasília com minha família aos quatro anos, deixando poucas lembranças naquela cidade onde nasci.
Chegando cá –onde estou hoje— meus pais se divorciaram, fiquei com minha mãe e meu irmão . Também não posso esquecer da minha querida Suzi, ela que era um ano mais velha do que meu irmão –que tem hoje 23 anos—morreu dois anos atrás, tragicamente. Bom, uma biografia-até-agora, detalhes não são muito importantes.
Foi indo, indo, estudando, e essa coisa toda de vida corrente fluente de criança e família pequena. Tive o meu primeiro contato com minha primeira paixão (benção Mario!) lá em Goianésia, e depois aqui o firmei e casei, levando assim a muitas e muitas horas de jogatina pelas madrugadas dos dias sem aula – e com aula também.
Ensino médio chegou e com ele veio aquela fase de dúvidas: será que sou? Por quê? Será por que... Vindas e idas, tomei outra decisão muito importante na minha vida, sobre minha reliosidade. Decisão que afetou toda a minha visão de mundo e tudo mais. Ponto.
Acho que o quê interessa veio mesmo no começo da terceira série, i. é, o meu acordar para a vida em si, para o futuro e também para minha segunda paixão que é poesia e literatura. Confesso que antes de acordar, estava eu a dormir literalmente: tava nem aí, não ligava, essas coisas de jovem sem visão. Ainda sinto as cicatrizes no meu entendimento, raciocínio e também na hora de tomar decisões. Reticências.
Dois pontos para meu acordar:
No meio-caminho



No meio do caminho
Tinha um quintana.

Em meio ao caminho
Tinha um bandeira.

Ao longo do caminho
Tinha alguém com Toquinho.

Antes, no começo do caminho
Tinha uma pedra,
No meio do caminho.

Em uns caminhos,
Sem bandeiras, sem quintanas,
Sem morais e sem vitrais:
Esses não foram caminhos
Por que...
Apareceu uma pedra no meio do caminho.

Aquele ano foi o ano, trabalhei pela primeira vez, perdi um pouco do medo de falar em público, obtive vários amigos e amigas, tanto pela Internet como pelo físico. Nisto encontrei maravilhosas pessoas que me ajudaram a florescer como poeta aprendiz.
Finalizando, hoje em dia faço faculdade de letras e estou maravilhado com o quê posso aprender. Como dizia o mestre Climber. “A vida é uma caixinha de surpresas”.

Daniel Rodrigues Guimarães
01/05/2008 d.C.
09:45

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Mulher de olhos fixos



De olhos fixos ela se põe apenas a observar
Se deixa e se entrega ao prazer de ser quem pode ser
E de fato quem é
De sentir o que deseja sentir
Por vezes a brisa lhe toca a face
Por outras o vento esbofeteia
Mas ali impassível apenas observa
E o mar segue as marés
E céu segue as estações
E Sol obedece seu limite e cede seu lugar a linda Lua
O relógio segue adiante avançando
Mas ela ali sempre bela
Não se importa e observa
Toda a natureza exposta
Ali só pra ela.

Catiaho Alcantara 09 de maio de 2008 19.08

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Apresentando:Sergio Filho um futuro a ser descortinado passo a passo

Bem estamos apresentando um jovem talento de nome Sergio Filho lá de Fortaleza .
Se ele é"" poeta ""não sabemos ele diz que não é,mas vamos dar tempo para que
ele descubra a ""essência do que é ser poeta "".
Depois ele mesmo dirá para nós todos se é poeta ou não,
mas ele escreveu esse texto e tambem se definiu mais abaixo.

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Poema de Sérgio

Delirios de Guerra
O inimigo se aproxima como um leão em busca de comida.
Esse é o início de uma chacina
E o termino de muitas vidas.

As armas estão em minhas mãos,
Mas não tenho forças o bastante para usá-las
Frágil coração que não me deixa lutar.

Através dos delírios consigo escapar
Deste triste cenário que me faz chorar.

Em uma guerra onde morrer é algo normal
E o sangue é a bebida principal.

O final disto está distante como sol e a lua
A vitória é inconstante como a chuva.

A noite é fria e com a morte
Leva embora toda infantaria.

O meu desfecho é um fato consumado
Um corpo ferido e um coração perfurado.

Morrerei como homem qualquer,
Não como um soldado.

Que lutou numa guerra
Onde a vitória não faz parte de nenhum dos lados,
Pois a morte é a única solução viável
Em uma guerra sem vitórias ou soldados honrados.

Sérgio Filho – 20/04/2008 – 15h49min – Domingo

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Definição de si mesmo

Eu sou um mistério sem solução
Um quebra-cabeça indecifrável
Talvez você pense que sou apenas um obeso com problemas ou então uma pessoa altamente fútil, quem sabe um simples vagabundo?
Não sei o que você pensa, mas creio que estais equivocado
Não sou o melhor do mundo e muito menos o mais bonito ou rico, mas tenho valores incomparaveis que quase nenhum homem tem no coração ou na mente.
Sou alguém que sempre esta pensando, até quando dorme pensa, as vezes em amor outras vezes teoremas e teorias, mas todos os dias pensa em algo novo ou inovador
Ajuda quem precisa e até mesmo quem não precisa
Tento parecer uma pessoa normal apesar de nunca conseguir disfarçar meu lado sombrio ou pensamentos estranhos.
Uns me chamam de Psicopata, outros de Vagabundo, poucos de Sérgio Filho, uns de grande amigo e uma de grande amor.
Já fui chamado de louco, mas eu sempre soube que loucos são brilhantes
Já fui chamado de psicopata, mas eu sempre soube que psicopatas são incríveis
Uns me chamam de idiota, mas eu sei que ser idiota é normal e eu não sou nada normal
Uns já até me chamaram de Cazuza, mas eu sei que nunca me comparei a tal poeta,
mas será que estou no caminho certo?
Bom... Eu sou o Sérgio, aquele grande amigo para todas as horas que você sempre quis ter, mas não tem, porque não teve a oportunidade de me conhecer, talvez por falta de tempo, vergonha ou coragem para conversar, mas tudo bem
Sou seu amigo basta você querer

Ou ainda... Outra definição

Pessoa Incorretamente certinha, perfeitamente imperfeita.
Mudanças... Mudanças... Todas o descrevem.
É Maquina de relatórios insanos, insanamente corretos.
Se é correto e é insano, é também sabiamente infantil.
A sábia criança redil, que não quer que assim seja.
Descontente, incontentavelmente contente.
Opostamente atrativo, pólos sempre positivos.
É lei ser contra-lei.
Não é perfeito, perfeitamente defeituoso, mas defeitos também têm seus usos.
É poesia nos olhos de quem vê.
Alegria a quem convive.
Alegria, triste, completa.
Completamente Insentível.
É inconvenientemente pensante.
Seus pensamentos: Inconvenientemente Corretos,
Encefalicamente Falhos.

OU Perfil do Orkut

Alguém mais ou menos assim:
cidade natal:Fortaleza
paixões:
Letícia Ferreira (Amor da minha vida)Amigos (Verdadeiros)
No momento não estou praticado nenhum esporte
Estudar, calcular, escrever textos e poesias, resolver teoremas e teorias, refletir, ouvir música e raramente sair.
Gosto de ler livros interessantes.
Gosto de músicas calmas ou até mesmo lentas, mas na maioria são músicasromanticas.Minhasmúsicas favoritas são:Vento no litoral - Legião urbana
Gloomy Sunday - Sarah Maclachlan

Não gosto de televisão , pois penso que é apenas um meio de telecomunicação que deixa as pessoas mais fúteis.
Gosto de filmes que possam passar algum sentido intelectual para se entender
Gosto de cozinhar,de algum elemento e lhe entregarei um alimento
Fortaleza
Ceará

Esse talvez seja Sergio Filho.....
Só tempo nós dirá.

Segunda-feira, Março 31, 2008

Escher












Escher
Biografia - Escher

Maurits Cornelis Escher nasceu em 1898, em Leeuwaden, sendo o filho mais novo do Engenheiro hidráulico G.A.Escher.

Aos 13 anos, Escher ingressou numa escola secundária em Arheim. Foi considerado um péssimo aluno e sendo reprovado duas vezes pelos professores. Em 1919, Escher foi para Haalem, com intuito de estudar na Escola de Arquitetura e Artes Decorativas sob orientação do arquiteto Vorrick, porém o seu estudo de arquitura não durou muito tempo. Samuel Jesserun de Mesquita, um professor que ensinava técnicas de gravura artística, verificou o talento do aluno e convenceu com que ele mudasse para o curso de Artes Decorativas, Mesquita tornou-se o professor principal de Escher durante os primeiros anos.

Até princípios de 1944, quando Mesquita, juntamente com sua mulher e o filho, foi preso e assassinado pelos alemães nos campos de concentração, Escher manteve-se em contato com seu professor.

Durante a sua estadia na Itália, no peíodo de 1922 a 1935, Escher desenvolveu suas primeiras xilogravuras das paisagens pitorescas da Itália. Casou-se com a jovem Jetta Umiker durante uma das viagens para sul da Itália, com quem teve três filhos. Em 1935, o clima político na Itália tornou-se impossível para Escher, desinteressado em questões políticos, mudaram-se para Chateaux-d'Oex, na Suíça. A estadia nesse lugar foi de apenas dois anos.

Em 1937, a família mudou-se para Ukkel, na Bélgica. Quando a guerra começou, tornou-se psicologicamente difícil viver na Bélgica para alguém de origem holandesa, pois muitos belgas tentaram fugir para o sul da França e entre os que ficavam crescia um surdo ressentimento contra os estrangeiroa que desgastavam os já decrescentes provisões alimentícios. Em janeiro de 1941, Escher mudou-se para Beern, na Holanda. Foi lá onde o artista teve o sossego de desenvolver seus trabalhos mais ricos da sua carreira artística. Em 1962 submeteu a uma grave operação por causa de uma doença, daí em diante produziu poucas obras. Em 1970, mudou-se para a Casa-de-Rosa-Spier em Laren, uma casa onde os artistas idosos podiam ter os seus próprios estúdios e serem cuidados, ali faleceu em 27 de março de 1972.



Segunda-feira, Março 24, 2008

ESSA SEMANA ESTE BLOG VAI ESTAR COM O GRANDE NELSON RODRIGES ,DIOGO VIANA PROVOCA E EU QUE ADORO ACEITO O A PROVOCAÇÃO

Biografia
Infância

Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nélson Rodrigues mudou-se para o
Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de
Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Sua
infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nélson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nélson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.
Na
década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.
Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em
1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.
Como cronista esportivo, Nélson escreveu textos antológicos sobre o
Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente[1], a maioria deles publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nélson foi fundamental para que o Fla-Flu tivesse conquistado o prestígio que conquistou, como um dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Nélson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração.

Adolescência e juventude
Nélson seguiu com seus irmãos Mílton, Mário Filho e Roberto para a redação do novo jornal. Ali continuou a escrever na página de polícia enquanto Mário Filho cuidava dos esportes e Roberto, um talentoso
desenhista, fazia as ilustrações. Crítica era um sucesso de vendas, misturando uma cobertura política apaixonada com o relato sensacionalista de crimes. Mas o jornal existiria por pouco tempo. Em 26 de dezembro de 1929, a primeira página de Crítica trouxe o relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau, Jr. Ilustrada por Roberto e assinada pelo repórter Orestes Barbosa, a matéria provocou uma tragédia. Sylvia, a esposa que se desquitara do marido e cujo nome fora exposto na reportagem invadiu a redação de Crítica e atirou em Roberto com uma arma comprada naquele dia. Nélson testemunhou o crime e a agonia do irmão, que morreu dias depois.
Mário Rodrigues, deprimido com a perda do filho, faleceu poucos meses depois. Sylvia, apoiada pelas sufragistas e por boa parte da imprensa concorrente de Crítica, foi absolvida do crime. Finalmente, durante a
Revolução de 30, a gráfica e a redação de Crítica são empastelados e o jornal deixa de existir. Sem seu chefe e sem fonte de sustento, a família Rodrigues mergulha em decadência financeira.
Foram anos de fome e dificuldades para todos. Desempregados e hostilizados pelo
novo regime, os Rodrigues demorariam anos para serem recompensados pelos prejuízos causados pela turba.
Ajudado por Mário Filho, amigo de
Roberto Marinho, Nélson passa a trabalhar no jornal O Globo, sem salário. Apenas em 1932 é que Nélson seria efetivado como repórter no jornal. Pouco tempo depois, Nélson descobriu-se tuberculoso. Para tratar-se, retira-se do Rio de Janeiro e passa longas temporadas em um sanatório na cidade de Campos do Jordão. Seu tratamento é custeado por Marinho, que conquistou a gratidão de Nélson pelo resto de sua vida. Recuperado, Nélson volta ao Rio e assume a seção cultural de O Globo, fazendo a crítica de ópera. Em 1940 casou-se com Elza Bretanha, sua colega de redação.
A partir da
década de 1940, Nélson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva, peça dirigida por Zbigniew Ziembiński e que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatrólogo Nélson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente
cariocas e gírias da época, como "batata!" e "você é cacete, mesmo!". Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro.

Maturidade
Em
1945 abandona O Globo e passa a trabalhar nos Diários Associados. Em O Jornal, um dos veículos de propriedade de Assis Chateaubriand, começa a escrever seu primeiro folhetim, Meu destino é pecar, assinado pelo pseudônimo "Susana Flag". O sucesso do folhetim alavancou as vendas de O Jornal e estimulou Nélson a escrever sua terceira peça, Álbum de família.
Em fevereiro de
1946, o texto da peça foi submetido à Censura Federal e proibido. Álbum de família só seria liberada em 1965. Em abril de 1948 estreou Anjo negro, peça que possibilitou a Nélson adquirir uma casa no bairro do Andaraí e em 1949 Nélson lançou Dorotéia.
Em
1950 passa a trabalhar no jornal de Samuel Wainer, a Última Hora. No jornal, Nélson começa a escrever as crônicas de A vida como ela é, seu maior sucesso jornalístico. Na década seguinte, Nélson passa a trabalhar na recém-fundada TV Globo, participando da bancada da Grande Resenha Esportiva Facit, a primeira "mesa-redonda" sobre futebol da televisão brasileira e, em 1967, passa a publicar suas Memórias no mesmo jornal Correio da Manhã onde seu pai trabalhou cinqüenta anos antes.

[editar] O fim
Nos
anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenteorológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nélson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nélson Rodrigues Filho torna-se guerrilheiro e se passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nélson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza.
Nélson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e
respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. E é só".

Obras

Teatro
Nélson Rodrigues escreveu dezessete peças teatrais. Sua edição completa abrange quatro volumes, divididos na ordem cronológica. Assim, as peças seguem o plano de publicação:
Peças psicológicas
A mulher sem pecado
Vestido de noiva
Valsa nº 6
Viúva, porém honesta
Anti-Nélson Rodrigues
Peças míticas
Álbum de família
Anjo negro
Senhora dos Afogados
Dorotéia´
Tragédias Cariocas I
A falecida
Perdoa-me por me traíres
Os sete gatinhos
Boca de ouro
Tragédias Cariocas II
O beijo no asfalto
Bonitinha, mas ordinária ou Otto Lara Rezende
Toda Nudez Será Castigada
A serpente

Ordem cronológica
Estréias das peças (todas no Rio de Janeiro)
A mulher sem pecado - 1941 - Direção: Rodolfo Mayer
Vestido de noiva - 1943 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Álbum de família - 1946 - Direção: Kleber Santos
Anjo negro - 1947 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Senhora dos Afogados - 1947 - Direção: Bibi Ferreira
Dorotéia - 1949 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Valsa nº 6 - 1951 - Direção: Milton Rodrigues
A falecida - 1953 - Direção: José Maria Monteiro
Perdoa-me por me traíres - 1957 - Direção: Léo Júsi
Viúva, porém honesta - 1957 - Direção: Willy Keller
Os sete gatinhos - 1958 - Direção: Willy Keller
Boca de ouro - 1959 - Direção: José Renato
O beijo no asfalto - 1960 - Direção: Fernando Torres
Bonitinha, mas ordinária - 1962 - Direção Martim Gonçalves
Toda nudez será castigada - 1965 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Anti-Nélson Rodrigues - 1974 - Direção: Paulo César Pereio
A serpente - 1978 - Direção: Marcos Flaksman

Romances
Meu destino é pecar - 1944
Escravas do amor - 1944
Minha vida - 1944
Núpcias de fogo - 1948
A mulher que amou demais - 1949
O homem proibido - 1959
A mentira - 1953
Asfalto selvagem - 1959 (também conhecido como Engraçadinha)
O casamento - 1966

Contos
Cem contos escolhidos - A vida como ela é... - 1972
Elas gostam de apanhar - 1974
A vida como ela é — O homem fiel e outros contos - 1992
A dama do lotação e outros contos e crônicas - 1992
A coroa de orquídeas - 1992

Crônicas
Memórias de Nélson Rodrigues - 1967
O óbvio ululante: primeiras confissões - 1968
A cabra vadia - 1970
O reacionário: memórias e confissões - 1977
O remador de Ben-Hur - 1992
A cabra vadia - Novas confissões - 1992
A pátria sem chuteiras - Novas Crônicas de Futebol - 1992
A menina sem estrela - memórias - 1992
À sombra das chuteiras imortais - Crônicas de Futebol - 1992
A mulher do próximo - 1992

Telenovelas
Baseadas na obra de Nélson Rodrigues
A morta no espelho - TV Rio - 1963
Sonho de amor - TV Rio - 1964
O desconhecido - TV Rio - 1964
O homem proibido - TV Globo - 1982

Filmes
Baseados na obra de Nélson Rodrigues
Somos dois - 1950 - Direção: Milton Rodrigues
Meu destino é pecar - 1952 - Direção: Manuel Pelufo
Mulheres e milhões - 1961 - Direção: Jorge Ileli
Boca de ouro - 1963 - Direção: Nelson Pereira dos Santos
Meu nome é Pelé - 1963 - Direção: Carlos Hugo Christensen
Bonitinha mas ordinária - 1963 - Direção: J.P. de Carvalho
Asfalto selvagem - 1964 - Direção: J.B. Tanko
A falecida - 1965 - Direção: Leon Hirzman
O beijo - 1966 - Direção: Flávio Tambellini
Engraçadinha depois dos trinta - 1966 - Direção:
J.B. Tanko
Toda nudez será castigada - 1973 - Direção: Arnaldo Jabor
O casamento - 1975 - Direção: Arnaldo Jabor
A dama do lotação - 1978 - Direção: Neville d'Almeida
Os sete gatinhos - 1980 - Direção: Neville d'Almeida
O beijo no asfalto - 1980 - Direção: Bruno Barreto
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende - 1981 - Direção: Braz Chediak
Álbum de família - 1981 - Direção: Braz Chediak
Engraçadinha - 1981 - Direção: Haroldo Marinho Barbosa
Perdoa-me por me traíres - 1983 - Direção: Braz Chediak
Boca de ouro - 1990 - Direção: Walter Avancini
Vestido de noiva - 2006 - Direção de Jofre Rodrigues

ESSA SEMANA ESTE BLOG VAI ESTAR COM O GRANDE NELSON RODRIGES ,DIOGO

Biografia
Infância
Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nélson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Sua infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nélson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nélson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.
Na década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.
Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em 1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.
Como cronista esportivo, Nélson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente[1], a maioria deles publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nélson foi fundamental para que o Fla-Flu tivesse conquistado o prestígio que conquistou, como um dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Nélson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração.

[editar] Adolescência e juventude
Nélson seguiu com seus irmãos Mílton, Mário Filho e Roberto para a redação do novo jornal. Ali continuou a escrever na página de polícia enquanto Mário Filho cuidava dos esportes e Roberto, um talentoso desenhista, fazia as ilustrações. Crítica era um sucesso de vendas, misturando uma cobertura política apaixonada com o relato sensacionalista de crimes. Mas o jornal existiria por pouco tempo. Em 26 de dezembro de 1929, a primeira página de Crítica trouxe o relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau, Jr. Ilustrada por Roberto e assinada pelo repórter Orestes Barbosa, a matéria provocou uma tragédia. Sylvia, a esposa que se desquitara do marido e cujo nome fora exposto na reportagem invadiu a redação de Crítica e atirou em Roberto com uma arma comprada naquele dia. Nélson testemunhou o crime e a agonia do irmão, que morreu dias depois.
Mário Rodrigues, deprimido com a perda do filho, faleceu poucos meses depois. Sylvia, apoiada pelas sufragistas e por boa parte da imprensa concorrente de Crítica, foi absolvida do crime. Finalmente, durante a Revolução de 30, a gráfica e a redação de Crítica são empastelados e o jornal deixa de existir. Sem seu chefe e sem fonte de sustento, a família Rodrigues mergulha em decadência financeira.
Foram anos de fome e dificuldades para todos. Desempregados e hostilizados pelo novo regime, os Rodrigues demorariam anos para serem recompensados pelos prejuízos causados pela turba.
Ajudado por Mário Filho, amigo de Roberto Marinho, Nélson passa a trabalhar no jornal O Globo, sem salário. Apenas em 1932 é que Nélson seria efetivado como repórter no jornal. Pouco tempo depois, Nélson descobriu-se tuberculoso. Para tratar-se, retira-se do Rio de Janeiro e passa longas temporadas em um sanatório na cidade de Campos do Jordão. Seu tratamento é custeado por Marinho, que conquistou a gratidão de Nélson pelo resto de sua vida. Recuperado, Nélson volta ao Rio e assume a seção cultural de O Globo, fazendo a crítica de ópera. Em 1940 casou-se com Elza Bretanha, sua colega de redação.
A partir da década de 1940, Nélson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva, peça dirigida por Zbigniew Ziembiński e que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatrólogo Nélson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente cariocas e gírias da época, como "batata!" e "você é cacete, mesmo!". Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro.

[editar] Maturidade
Em 1945 abandona O Globo e passa a trabalhar nos Diários Associados. Em O Jornal, um dos veículos de propriedade de Assis Chateaubriand, começa a escrever seu primeiro folhetim, Meu destino é pecar, assinado pelo pseudônimo "Susana Flag". O sucesso do folhetim alavancou as vendas de O Jornal e estimulou Nélson a escrever sua terceira peça, Álbum de família.
Em fevereiro de 1946, o texto da peça foi submetido à Censura Federal e proibido. Álbum de família só seria liberada em 1965. Em abril de 1948 estreou Anjo negro, peça que possibilitou a Nélson adquirir uma casa no bairro do Andaraí e em 1949 Nélson lançou Dorotéia.
Em 1950 passa a trabalhar no jornal de Samuel Wainer, a Última Hora. No jornal, Nélson começa a escrever as crônicas de A vida como ela é, seu maior sucesso jornalístico. Na década seguinte, Nélson passa a trabalhar na recém-fundada TV Globo, participando da bancada da Grande Resenha Esportiva Facit, a primeira "mesa-redonda" sobre futebol da televisão brasileira e, em 1967, passa a publicar suas Memórias no mesmo jornal Correio da Manhã onde seu pai trabalhou cinqüenta anos antes.

[editar] O fim
Nos anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenteorológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nélson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nélson Rodrigues Filho torna-se guerrilheiro e se passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nélson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza.
Nélson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. E é só".

[editar] Obras

[editar] Teatro
Nélson Rodrigues escreveu dezessete peças teatrais. Sua edição completa abrange quatro volumes, divididos na ordem cronológica. Assim, as peças seguem o plano de publicação:
Peças psicológicas
A mulher sem pecado
Vestido de noiva
Valsa nº 6
Viúva, porém honesta
Anti-Nélson Rodrigues
Peças míticas
Álbum de família
Anjo negro
Senhora dos Afogados
Dorotéia´
Tragédias Cariocas I
A falecida
Perdoa-me por me traíres
Os sete gatinhos
Boca de ouro
Tragédias Cariocas II
O beijo no asfalto
Bonitinha, mas ordinária ou Otto Lara Rezende
Toda Nudez Será Castigada
A serpente

[editar] Ordem cronológica
Estréias das peças (todas no Rio de Janeiro)
A mulher sem pecado - 1941 - Direção: Rodolfo Mayer
Vestido de noiva - 1943 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Álbum de família - 1946 - Direção: Kleber Santos
Anjo negro - 1947 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Senhora dos Afogados - 1947 - Direção: Bibi Ferreira
Dorotéia - 1949 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Valsa nº 6 - 1951 - Direção: Milton Rodrigues
A falecida - 1953 - Direção: José Maria Monteiro
Perdoa-me por me traíres - 1957 - Direção: Léo Júsi
Viúva, porém honesta - 1957 - Direção: Willy Keller
Os sete gatinhos - 1958 - Direção: Willy Keller
Boca de ouro - 1959 - Direção: José Renato
O beijo no asfalto - 1960 - Direção: Fernando Torres
Bonitinha, mas ordinária - 1962 - Direção Martim Gonçalves
Toda nudez será castigada - 1965 - Direção: Zbigniew Ziembiński
Anti-Nélson Rodrigues - 1974 - Direção: Paulo César Pereio
A serpente - 1978 - Direção: Marcos Flaksman

[editar] Romances
Meu destino é pecar - 1944
Escravas do amor - 1944
Minha vida - 1944
Núpcias de fogo - 1948
A mulher que amou demais - 1949
O homem proibido - 1959
A mentira - 1953
Asfalto selvagem - 1959 (também conhecido como Engraçadinha)
O casamento - 1966

[editar] Contos
Cem contos escolhidos - A vida como ela é... - 1972
Elas gostam de apanhar - 1974
A vida como ela é — O homem fiel e outros contos - 1992
A dama do lotação e outros contos e crônicas - 1992
A coroa de orquídeas - 1992

[editar] Crônicas
Memórias de Nélson Rodrigues - 1967
O óbvio ululante: primeiras confissões - 1968
A cabra vadia - 1970
O reacionário: memórias e confissões - 1977
O remador de Ben-Hur - 1992
A cabra vadia - Novas confissões - 1992
A pátria sem chuteiras - Novas Crônicas de Futebol - 1992
A menina sem estrela - memórias - 1992
À sombra das chuteiras imortais - Crônicas de Futebol - 1992
A mulher do próximo - 1992

[editar] Telenovelas
Baseadas na obra de Nélson Rodrigues
A morta no espelho - TV Rio - 1963
Sonho de amor - TV Rio - 1964
O desconhecido - TV Rio - 1964
O homem proibido - TV Globo - 1982

[editar] Filmes
Baseados na obra de Nélson Rodrigues
Somos dois - 1950 - Direção: Milton Rodrigues
Meu destino é pecar - 1952 - Direção: Manuel Pelufo
Mulheres e milhões - 1961 - Direção: Jorge Ileli
Boca de ouro - 1963 - Direção: Nelson Pereira dos Santos
Meu nome é Pelé - 1963 - Direção: Carlos Hugo Christensen
Bonitinha mas ordinária - 1963 - Direção: J.P. de Carvalho
Asfalto selvagem - 1964 - Direção: J.B. Tanko
A falecida - 1965 - Direção: Leon Hirzman
O beijo - 1966 - Direção: Flávio Tambellini
Engraçadinha depois dos trinta - 1966 - Direção: J.B. Tanko
Toda nudez será castigada - 1973 - Direção: Arnaldo Jabor
O casamento - 1975 - Direção: Arnaldo Jabor
A dama do lotação - 1978 - Direção: Neville d'Almeida
Os sete gatinhos - 1980 - Direção: Neville d'Almeida
O beijo no asfalto - 1980 - Direção: Bruno Barreto
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende - 1981 - Direção: Braz Chediak
Álbum de família - 1981 - Direção: Braz Chediak
Engraçadinha - 1981 - Direção: Haroldo Marinho Barbosa
Perdoa-me por me traíres - 1983 - Direção: Braz Chediak
Boca de ouro - 1990 - Direção: Walter Avancini
Vestido de noiva - 2006 - Direção de Jofre Rodrigues